quarta-feira, 19 de junho de 2013

Sequência didático com o conto "Pausa"

  “Pausa” de Moacyr Scliar

Objetivo: Ampliar o repertório textual do aluno, explorar, desenvolver e ampliar a capacidade de leitura, e identificar as características do gênero narrativo “conto”.

Conteúdos: conto “Pausa” de Moacyr Scliar, biografia do autor (síntese), elementos da narrativa e apresentação de outros textos que possam dialogar com o conto em estudo.

Público alvo: 6os anos

Tempo estimado 6 aulas

Desenvolvimento

Ativação de conhecimento de mundo; antecipação ou predicação; checagem de hipóteses.
Fazer o levantamento do conhecimento prévio do aluno com algumas questões como:
Você  conhece o autor Moacyr Scliar?
Conhece alguma obra deste autor?
O que você espera encontrar em um texto com o título “Pausa”?
Quando utilizamos a pausa em nossas vidas?
A pausa é importante por quê?
Localização de informações; comparação de informações; generalizações.
Leitura do texto
Em seguida discussão sobre alguns aspectos que vai ajudá-los a compreender o texto como:
Suas hipóteses conferem após ler o texto? Explique.
Por que Samuel saia de casa com o pretexto, de que iria ao escritório, mas, a realidade era outra, ele direcionava-se ao hotel?
A esposa de Samuel o interrogava com azedume por quê?
Samuel tenta se refugiar do stress do dia a dia, ao construir uma outra rotina, que é praticada aos domingos. Explique o porquê desta atitude.
O que o título tem a ver com o assunto do conto?
Recuperação do contexto de produção; definição de finalidades e metas da atividade da leitura
Após a compreensão do texto, o professor irá ressaltar os cinco elementos da narrativa, e pedir ao aluno para localizá-los no texto:
Foco narrativo
Personagens
Tempo
Espaço
Enredo
Produção de inferências locais; produção de inferências globais.
Conflito inicial – elemento que desencadeia os fatos da narrativa.
Clímax – é o momento que o leitor não sabe o rumo que a narrativa seguirá.
Desfecho – resolução do conflito (feliz ou trágico).
Percepção das relações de intertextualidade; percepção das relações de interdiscursividade
Fazer com que a sala assista ao filme “Click”, e perguntar quais  semelhanças e diferenças que existem entre o conto e o filme.
Percepção das outras linguagens; elaboração de apreciações estéticas e/ou afetivas; elaboração de apreciações relativas a valores éticos e/ou políticos.
Trabalhar com a linguagem não-verbal
Pedir aos alunos que tragam imagens que possam ilustrar o conto, ou que possa completar a seguinte questão: Pausa é .............
Também pode ser trabalhado na linguagem poética, na construção de poesias sobre o assunto.
Avaliação
Processual - desempenho do aluno no decorrer da leitura e análise do conto, que contemplem as estratégias de leitura.

   
   

domingo, 9 de junho de 2013

Perfil Do Grupo

Fátima Nogueira

Moro em Jacareí e leciono na Escola Prof.a Clarice Seiko em São Paulo, estou nesta profissão há 13 anos. Sou uma pessoa calma, gosto de uma boa música, de viajar, no mundo da literatura e também gosto muito do que  faço, pois ensinar me fascina, é tão bom saber que você pôde colaborar com o "crescimento" de uma pessoa.

Sheila Monteiro


Olá! Meu nome é Sheila Monteiro. Formada em Letras pela Universidade Guarulhos (2003), Pós Graduada em Língua Portuguesa pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas(2012) , Pós Graduada em Pedagogia pela Faculdade Paulista São José(2012). Atualmente ministro aulas de Português para o 7ºe 8º ano do Ensino Fundamental II e Inglês para o 1ºano do Ensino Médio na Escola Maria Célia. Tenho 32 anos de idade, e ministro aulas há 11 anos, sou apaixonada pela profissão, procuro fazer tudo com muito carinho e dedicação. Sou casada e tenho uma filha linda e maravilhosa de quinze anos. Adoro novas experiências, curto muito viajar, ler e estudar. Espero que este curso enriqueça os meus conhecimentos e a minha prática.

"...aprender não é um ato findo.Aprender é um exercício constante de renovação..." Paulo Freire


Agda Ferreira

Meu nome é Agda , nasci na cidade de São Paulo há 33 anos, sou casada e tenho um filho de 2 anos, posso dizer com toda convicção que minha família e amigos são minhas prioridades. Seguindo essa ordem minha vida profissional torna se foco. Optei por fazer letras depois de muito relutar, sempre soube que queria ser professora, mas a falta de prestígio e reconhecimento, sem falar na questão financeira, me afastavam dessa decisão, por fim aceitei meu destino: educadora, mestre, tutora! Sinto me muito orgulhosa pela a minha escolha e sinto o mesmo da minha família.Me graduei na USP em 2010, mas desde 2001 dou aulas de língua inglesa e em 2005 comecei a dar aulas em cursinhos. Este é meu primeiro ano na Rede Estadual de Ensino, estou muito empolgada com o novo aprendizado e com todos os desafios que se colocam na minha frente, acredito sinceramente que esta experiência fará total diferença na minha vida profissional.Gosto de ouvir praticamente todo tipo de música, sou movida a música, arte, literatura, teatro, o belo (no conceito grego). Antes do nascimento do meu pequenino, gastava quase todo meu tempo livre lendo, viajando, ou em breves momentos de ócio, hoje nos raros momentos só para mim leio, ou brinco mais com meu filho.Gosto de ler quase tudo, de revista de fofoca à literatura clássica, amo cinema é difícil falar em um filme favorito, mas gosto muito de Abril Despedaçado, V de Vendeta, Terra Sonambula, Matrix ... ...  ...Ansiosa, inclusive para dar sequência ao curso, essa é parte do que sou! 



Maria do Socorro


Olá, sou a profª Maria do Socorro, estou há 21 anos na Rede Estadual, sendo 8 trabalhados na E.E. Profª Maria Célia Falcão Rodrigues onde leciono Línguas Portuguesa e Inglesa.  Formada em Letras pela Universidade de Guarulhos e pós graduada em Língua Portuguesa pela PUC-SP.


sábado, 8 de junho de 2013

Experiências Leitoras

Por Fátima Nogueira

Ao recordar minha trajetória, posso afirmar que meu contato com a leitura foi mediada pela minha professora de língua portuguesa, pois a partir da leitura solicitada, que comecei a descobrir o encantamento de ler.
Quando estava na quinta série, minha professora pediu que todos lessem "O cachorrinho Samba na fazenda", e este foi o meu primeiro livro. Ao iniciar a leitura, comecei a me envolver com os acontecimentos da narrativa, os quais levaram a prosseguir a leitura. Nesta época minha irmã estava na sexta série, e meu pai também teve que comprar um livro para ela, a pedido da professora, sendo assim, nós trocamos nossos livros, sem mesmo que alguém solicitasse sua leitura, pois havíamos descoberto o gosto pela leitura.
Foi a partir deste livro que tudo, o que caía em minhas mãos ia lendo, é claro que nem tudo me fascinava, mas o desejo de ler, de conhecer era maior. 
Também pude melhorar minhas produções textuais, porque através da leitura eu podia recriar o que eu lia, principalmente quando voltava das férias e a professora logo vinha com  produção textual trazendo o seguinte tema "minhas férias". 
Com o passar do tempo pude perceber que ler é uma forma de ver o mundo através das letras, é mergulhar no desconhecido, viajar em outros tempos e espaços, ampliar a dimensão da vida e aprender a formular um pensamento crítico.

Por Agda Ferreira

Minha mãe costuma dizer que aos três anos e meio eu já pegava livrinhos infantis e pedia para ela ler e que aos quatro já dava meus primeiros passos na leitura “lendo” para ela dormir, hoje vejo como foi essencial este “pontapé” para toda minha vida escolar e também para minha vida pessoal. O mais legal nesse processo é que meu filho de dois anos já escolhe “livrinhos” para eu ler para ele, fato que me deixa muito orgulhosa!
Desde que tenho consciência própria, como ser autônomo, tenho sempre um livro na bolsa, na pré-adolescência e adolescência como era muito tímida e nerd e eles eram meus melhores amigos, foi a forma que encontrei para ter contato com o mundo real e com o mundo do impossível, visto que a literatura fantástica era minha favorita na época. Depois, quando aos pouco fui vencendo a timidez conheci um grupo de pessoas que liam de tudo, discutiam e jogavam RPG, é óbvio que me senti em casa e acolhida.
Para mim a leitura é uma maneira de me humaniza, como diz o professor , também no sentido de me tornar melhor, ela abre a possibilidade para o improvável, faz com que sublime frustrações, é a minha cura pelas palavras citando Freud, é minha rota de evasão.

Admito que escrever é algo tenso, sempre acreditei que ler cria um canal direto entre leitor – autor, portanto para mim escrever é muito me desnudar, quem sabe um dia eu consiga me sentir confortável em deixar outros lerem o que escrevo, quem sabe?

Por Sheila Monteiro

Na minha infância infelizmente não tive grandes referencias leitora, meu pai cursou somente até a quarta série, apesar de pouco estudo é um homem muito inteligente e habilidoso em tudo que faz e inclusive nas leituras, minha mãe cursou somente até a segunda série e no seu cotidiano, livros e leituras, não tinham espaço devido ao seu tempo corrido. Então, eu mesma aprendi a gostar de ler, tudo começou quando na quarta série minha professora nos passou o primeiro livro de leitura quase que obrigatória “Um leão em família” da coleção Vaga-Lume de Luiz Puntel. Nossa, foi aí que descobrir o quanto era gostoso ler. A leitura fiz meio que as pressas, pois tive que esperar dois colegas de turma acabarem de ler para me emprestarem o livro, pois como eu falei não fazia parte da cultura da minha mãe se preocupar com isso. Depois, na mesma série, minha professora nos passou “A Maldição do Tesouro do Faraó” também da coleção Vaga-Lume de Sersi Bardari. Depois disso não parei mais de ler, porem eu lia aquilo que me interessava, pois da quinta série em diante as leituras eram pouco incentivadas, só voltei a ler por recomendações da escola no Ensino médio. Então, me dediquei a leituras como as dos livros de autoajuda, romances como Sabrina, literatura de entretenimento. Essas leituras eram envolventes, e me transportavam para outros lugares. Só vim conhecer literatura cânone mesmo, já na faculdade, aí como o gosto já estava incutido ,foi muito fácil e prazeroso ler aquilo que era obrigatório. Acho que assim como ocorreu comigo, muitos alunos passam por isso, daí a grande importância desse incentivo a leitura começar desde cedo pela escola e perdurar  durante todo o processo de ensino dos alunos. 


Por Maria do Socorro


Tenho convicção que a educação é o único caminho para melhorar as pessoas e consequentemente a sociedade. A leitura tem um papel primordial nesse processo.
Meu gosto pela leitura deu-se a partir de algumas leituras que me foram muito agradáveis e não exatamente aquelas impostas pela escola, na época. Acredito que esse importante hábito deve ser incentivado desde muito cedo nas crianças, mesmo antes de irem à escola. O bom leitor interage melhor, escreve melhor visto que tem mais bagagem. Isso eu explico ao meu aluno, sempre tentando fazê-lo tomar gosto pela leitura.