sábado, 8 de junho de 2013

Experiências Leitoras

Por Fátima Nogueira

Ao recordar minha trajetória, posso afirmar que meu contato com a leitura foi mediada pela minha professora de língua portuguesa, pois a partir da leitura solicitada, que comecei a descobrir o encantamento de ler.
Quando estava na quinta série, minha professora pediu que todos lessem "O cachorrinho Samba na fazenda", e este foi o meu primeiro livro. Ao iniciar a leitura, comecei a me envolver com os acontecimentos da narrativa, os quais levaram a prosseguir a leitura. Nesta época minha irmã estava na sexta série, e meu pai também teve que comprar um livro para ela, a pedido da professora, sendo assim, nós trocamos nossos livros, sem mesmo que alguém solicitasse sua leitura, pois havíamos descoberto o gosto pela leitura.
Foi a partir deste livro que tudo, o que caía em minhas mãos ia lendo, é claro que nem tudo me fascinava, mas o desejo de ler, de conhecer era maior. 
Também pude melhorar minhas produções textuais, porque através da leitura eu podia recriar o que eu lia, principalmente quando voltava das férias e a professora logo vinha com  produção textual trazendo o seguinte tema "minhas férias". 
Com o passar do tempo pude perceber que ler é uma forma de ver o mundo através das letras, é mergulhar no desconhecido, viajar em outros tempos e espaços, ampliar a dimensão da vida e aprender a formular um pensamento crítico.

Por Agda Ferreira

Minha mãe costuma dizer que aos três anos e meio eu já pegava livrinhos infantis e pedia para ela ler e que aos quatro já dava meus primeiros passos na leitura “lendo” para ela dormir, hoje vejo como foi essencial este “pontapé” para toda minha vida escolar e também para minha vida pessoal. O mais legal nesse processo é que meu filho de dois anos já escolhe “livrinhos” para eu ler para ele, fato que me deixa muito orgulhosa!
Desde que tenho consciência própria, como ser autônomo, tenho sempre um livro na bolsa, na pré-adolescência e adolescência como era muito tímida e nerd e eles eram meus melhores amigos, foi a forma que encontrei para ter contato com o mundo real e com o mundo do impossível, visto que a literatura fantástica era minha favorita na época. Depois, quando aos pouco fui vencendo a timidez conheci um grupo de pessoas que liam de tudo, discutiam e jogavam RPG, é óbvio que me senti em casa e acolhida.
Para mim a leitura é uma maneira de me humaniza, como diz o professor , também no sentido de me tornar melhor, ela abre a possibilidade para o improvável, faz com que sublime frustrações, é a minha cura pelas palavras citando Freud, é minha rota de evasão.

Admito que escrever é algo tenso, sempre acreditei que ler cria um canal direto entre leitor – autor, portanto para mim escrever é muito me desnudar, quem sabe um dia eu consiga me sentir confortável em deixar outros lerem o que escrevo, quem sabe?

Por Sheila Monteiro

Na minha infância infelizmente não tive grandes referencias leitora, meu pai cursou somente até a quarta série, apesar de pouco estudo é um homem muito inteligente e habilidoso em tudo que faz e inclusive nas leituras, minha mãe cursou somente até a segunda série e no seu cotidiano, livros e leituras, não tinham espaço devido ao seu tempo corrido. Então, eu mesma aprendi a gostar de ler, tudo começou quando na quarta série minha professora nos passou o primeiro livro de leitura quase que obrigatória “Um leão em família” da coleção Vaga-Lume de Luiz Puntel. Nossa, foi aí que descobrir o quanto era gostoso ler. A leitura fiz meio que as pressas, pois tive que esperar dois colegas de turma acabarem de ler para me emprestarem o livro, pois como eu falei não fazia parte da cultura da minha mãe se preocupar com isso. Depois, na mesma série, minha professora nos passou “A Maldição do Tesouro do Faraó” também da coleção Vaga-Lume de Sersi Bardari. Depois disso não parei mais de ler, porem eu lia aquilo que me interessava, pois da quinta série em diante as leituras eram pouco incentivadas, só voltei a ler por recomendações da escola no Ensino médio. Então, me dediquei a leituras como as dos livros de autoajuda, romances como Sabrina, literatura de entretenimento. Essas leituras eram envolventes, e me transportavam para outros lugares. Só vim conhecer literatura cânone mesmo, já na faculdade, aí como o gosto já estava incutido ,foi muito fácil e prazeroso ler aquilo que era obrigatório. Acho que assim como ocorreu comigo, muitos alunos passam por isso, daí a grande importância desse incentivo a leitura começar desde cedo pela escola e perdurar  durante todo o processo de ensino dos alunos. 


Por Maria do Socorro


Tenho convicção que a educação é o único caminho para melhorar as pessoas e consequentemente a sociedade. A leitura tem um papel primordial nesse processo.
Meu gosto pela leitura deu-se a partir de algumas leituras que me foram muito agradáveis e não exatamente aquelas impostas pela escola, na época. Acredito que esse importante hábito deve ser incentivado desde muito cedo nas crianças, mesmo antes de irem à escola. O bom leitor interage melhor, escreve melhor visto que tem mais bagagem. Isso eu explico ao meu aluno, sempre tentando fazê-lo tomar gosto pela leitura.




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